terça-feira, 18 de novembro de 2008

Lançamento da Revista Campos Monteiro





É com satisfação que te convidamos para estares presente no lançamento de mais um número da “Revista Campos Monteiro”, órgão da nossa Associação. A realização da mesma deve-se, não apenas ao contributo dos que nela colaboraram, mas sobretudo ao empenho da nossa colega Adília (Lila) que tem abraçado este projecto com denodo e entusiasmo.
A apresentação da Revista será feita pelo Prof. Dr. Fernando de Sousa, professor catedrático da Faculdade de Letras do Porto, estudioso da região transmontana, e terá lugar na Casa dos Transmontanos e Alto Durienses do Porto, no dia 6 de Dezembro pelas 17.30 horas.
Imediatamente a seguir, haverá um momento musical onde participam o nosso colega Dr. Martins com amigos transmontanos e ainda o Adriano Macedo (filho do Tozé Macedo) com alguns membros da Tuna da FEP. Será servido um porto de honra.
Ficamos a aguardar a tua presença.

7 comentários:

Júlia Ribeiro disse...

MIL PARABÉNS !

Júlia B. Ribeiro

Júlia Ribeiro disse...

MIL PARABÉNS !

Júlia B. Ribeiro

Júlia Ribeiro disse...

MIL PARABÉNS !

Júlia

Fernanda disse...

Parabéns pela iniciativa. Cá estarei assiduamente.

Fernanda Paredes

Fernanda disse...

Parabéns! Cá estarei todos os dias para ver as novidadees.

otilia lage disse...

olá Çãozinha
Consegui finalmente entrar no blog a que dou os meus parabéns. espero que venha a ser alimentado como merece não esquecendo que Moncorvo é a terra de origem do grande escritor (e também bibliotecário)Jorge Luís Borges, que adoro ler e reler e por isso recomendo. Um abraço, com votos de bom 2009, a todos os ex-alunos e amigos do antigo Colégio Campos Monteiro e, em especial para os fundadores da Associação que nos une.
Otília Lage ( de Carrazeda de Ansiães)

Júlia Ribeiro disse...

Para a conterrânea Otília Lage, e para todos os Amigos, aqui lhes fica - com um abraço - um poema extraordinário de Jorge Luis Borges ( e um dos meus preferidos):

Jorge Luis Borges

CRISTO NA CRUZ

Cristo na cruz. Os pés tocam a terra.
As três vigas são de igual altura.
Cristo não está no meio. Ê o terceiro.
A negra barba pende sobre o peito.
O rosto não é o rosto das lâminas.
È áspero e judeu. Não o vejo
e o seguirei buscando até o dia
último de meus passos pela terra.
O homem violado sofre e cala.
A coroa de espinhos o lastima.
Não o alcança o escárnio da plebe
que viu sua agonia tantas vezes.
A sua ou a de outro. Dá no mesmo.
Cristo na cruz. Desordenadamente
pensa no reino que talvez o espera,
pensa em uma mulher que não foi sua.
Não lhe é dado ver a teologia,
a indecifrável Trindade, os gnósticos,
as catedrais, a navalha de Occam,
a púrpura, a mitra, a liturgia,
a conversão de Guthrum pela espada,
a Inquisição, o "sangue dos mártires,
as atrozes Cruzadas, Joana D'Arc,
o Vaticano que bendiz exércitos.
Sabe que não é um deus e que é um homem
que morre com o dia. Não lhe importa.
Lhe importa o duro ferro dos cravos.
Não é um romano. Não é um grego. Geme.
Nos deixou esplêndidas metáforas
e uma doutrina do perdão que pode
anular o passado. (Essa sentença
foi escrita por um irlandês em um cárcere.)
A alma busca o fim, com urgência.
Escureceu um pouco. Já morreu.
Anda uma mosca pela carne quieta.
Que me pode servir que aquele homem
tenha sofrido, se eu sofro agora?

Kyoto, 1984
Trad. de Pepe Escobar

Tenho este poema com voz,; é um deslumbre! Mas não sei postá-lo.

Boa semana para todos os velhos Colegas e Amigos.