domingo, 5 de setembro de 2010

Quadras dedicadas a antigos alunos do Colégio Campos Monteiro.(II)

V
A Lucinda tão ladina (1)
Foi nossa anfitriã,
De perfil imita a Gina (2)
Lábios cor de romã
VI
Aquela de exploradores(3)
Atacando o Reboredo,
Quase fomos perdedores
Que o diga o Zé Alfredo.
 VII
O Ramiro prazenteiro (4) 
P’rás festas organizar,
Sempre em lugar primeiro
Com a malta a festejar.
VIII
Por Maria da Conceição (5)
Ninguém sabe quem é,
Nunca perde a animação
Falo-vos da Bébé.
IX
Abílio que inspiração (6)
P’ro flautim afinado, 
Tinha grande vocação
Pela Ulema foi caçado.(7)
X
Na aula de Português 
Célebres os  ‘nés’  ficaram, (8)
 A contagem era rés vés
Ao Fevereiro apanharam.
XI
De Maçores partiu um dia  
Foi de rumo à Capital,
Alípio … (9) tal foi a porfia
Que chegaste a General.   

NOTAS EXPLICATIVAS

(1) Maria Lucinda Antunes
(2)“Gina Lolobrígida” celebérrima  artista italiana     
(3) Dois dos intervenientes foram o Zé Alfredo e  eu. O Zé num dia de neve, no Reboredo foi    ficando para trás, só fiquei eu para o trazer às costas. O regresso foi muito difícil.  O Zé introduziu as calças dentro das botas de cano alto e quase lhe gangrenavam os dedos dos pés.
 (4) Ramiro d’ Almada Guerra      
(5)  Maria da Conceição Malheiros de Sousa    
 (6)  Abílio do Nascimento Martins Dengucho
  (7) Ulema  Brito.
 (8)  Os protagonistas foram o Dr. Sobrinho e o Manuel Fevereiro. O Dr. Sobrinho    costumava  dizer com frequência  ‘né’  ou  ‘né isso’ . Um dia foi decretada a contagem dos ‘nés’  pelo pessoal. As moças procederam ao registo e quando chegasse à quadragésima vez, todos nos levantaríamos e sentaríamos de repente. O Manuel Fernando Fevereiro não foi lesto a sentar-se e foi apanhado de pé Não me lembro se houve consequências.  
(9)  Alípio Tomé Pinto   
  
Um grande abraço para todos os antigos alunos, do nosso Colégio de sempre.

Saudações “Monteirianas”,

Do Manuel Serapicos



sábado, 28 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

UMA BRINCADEIRA DE VERÃO

Da colega Arinda Andrés,aluna do Colégio , em 63:
ESTA É A INTRODUÇÃO, QUE É UMA EXPLICAÇÃO, MUITO ABREVIADA, PARA PREPARAR  A EUFONIA QUE A SEGUIR SE APRESENTA; É UMA COISA LEVE E DIVERTIDA, ESTAMOS EM FÉRIAS.
OS SONS ANDAM NO AR
 À ESPERA DE QUEM OS AGARRE,
VOU GUARDÁ-LOS NAS PALAVRAS
À PROCURA DA MÚSICA DOS MEUS SENTIDOS,
 São as vuvuzelas…!!!
 vuvuzelantes…
Breves,  esfuziantes, as vuvuzelas
elevam-se em assobiadelas ,
verdes, azuis, amarelas
belas, as vuvuzelinhas,
vuvuzelam ,  azulinhas,
picadelas de abelhas tremeluzentes
 em selhas fosforescentes
sopro de cor, ensurdecedor
às vezes magnetizantes, esfuziantes
vuvuzelam  ziguezaguantes
selhas de abelhas
melros electrizantes a esgazear
vozeirões vuvuzelantes em bambinelas
sequelas  pelo ar a vuvuzelar
as vuvuzelas esfuziadelas de fel
em vozeirões de cinzel, mel
 de abelhas  em selhas  amarelas.
 pimpinelas, as vuvuzelas!
a ziguezaguar pelo ar
em sopro ensurdecedor.
vuvuzelantes, as vuvuzelas vuvuzelam
em vuvuzelinhas de mel
electrizantes , esfuziantes,

Arinda Andrés

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quadras dedicadas a antigos alunos do Colégio Campos Monteiro. (1)


As quadras que vos deixo, nasceram de supetão, reminiscências que só vinculam o seu autor, que desde já faz o seu acto de contrição, se algum dos retratados for indevidamente recordado, mas quase posso jurar que não. Estas quadras foram escritas mais de cinquenta anos depois das memórias a que se referem, perdoem qualquer pequena imprecisão.
I
Colégio Campos Monteiro
Oh! tempo d’ adolescência,
Foste facho e luzeiro
Memórias de irreverência.
II
Os que vier a retratar
Não me vão levar a mal,
Quero-vos recordar
De maneira fraternal.
III
A Carmo Alves e  Lili                              Maria Carmo Alves filha do Inspector Alcino 
Em cochichos tão constantes,             Alves, nosso professor de Desenho e Lili como 
Que infindáveis ri, que ri…                  era conhecida a colega Maria Elisa Vaz Pinto.
Tornavam-se irritantes.
IV
Qui manque à la classe?                       France Vasconcelos que tinha uma dificuldade
Diz o Urgel sem dar “chance”               no andar. Nunca mais vi esta colega nem a sua
P’ra que a malta registasse                  irmã Jovita. António Urgel d’Almada Guerra e
Qui manque c’est la France                  claro … a aula era de francês, prof. Dr. Lima.

A maioria destas quadras foram alinhavadas em casa da Maria Lucinda Antunes na Quinta da Marinha em Cascais, numa inesquecível reunião de Moncorvenses realizada no dia 3 de Junho de 2002. 

Um grande abraço para todos os antigos alunos, do nosso Colégio de sempre.
Saudações “Monteirianas”,
Do Manuel Serapicos
Nota : Pedimos desculpa ao Manuel  pelos erros da publicação das suas quadras e anotações.
 Envia novamente, se fazes  favor ,as outras quadras separadas das anotações.

NASCIDOS NO CENTRO DE MEMÓRIA

Os manos Salgado :São, Paulo, Ramiro, Armando .
Os manos Brito: Lelo , Laila, Fernanda, Julieta.
Nascidos no edifício que é hoje o Centro de Memória. Todos frequentaram o Colégio, excepto a Laila ,que faleceu em criança.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CONVITE

Click na imagem para aumentar
Para saber mais: http://www.torredemoncorvo.pt/centro-de-memoria-recebe-exposic-o-de-pintura-de-dario-alves


http://darioaugustoalves.blogspot.com/



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Nossa Colega Lucinda - II

 
O que se segue é parte do texto que a colega Júlia escreveu sobre a colega Lucinda num comentário:

Apresento-vos a minha amiga Maria Lucinda Antunes, também cozinheira de alto gabarito, como podem ver pela capa do seu livro. (Um encanto por fora e muito mais por dentro).
Estranharam o nome da autora? É que a Maria Lucinda adoptou para sempre o nome do pai dos seus filhos .
Um grande abraço, Mulher lutadora.
Júlia

 

domingo, 22 de agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Parlamentares e ministros da 1ª República, naturais do Concelho de Moncorvo

     Abreu, Júlio Henriques de – Nasceu a 10 de Dezembro de 1876 em Moncorvo, e era filho de António Marcelino de Abreu e Maria Benedita de Carvalho Abreu. Formado em Direito, foi juiz de Direito e governador da colónia de Cabo Verde em 1923-1926. Em 1921 foi eleito deputado pelo círculo de Moncorvo, nas listas do partido democrático.
Carvalho, Constâncio Arnaldo de – Nasceu em Moncorvo, em 1876 e era filho de António Manuel da Silva e Maria Elisa de Carvalho. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Foi advogado em Moncorvo e Conservador do Registo Predial no Porto. Em termos políticos exerceu as funções de Administrador do Concelho e presidente da Câmara Municipal de Moncorvo, Governador Civil de Bragança (1917) e deputado pela capital Transmontana na legislatura de 1919. Faleceu no Porto em 1929.
Correia, Francisco António – Nasceu em Moncorvo a 9 de Novembro de 1877; filho de Francisco Correia Ralha e Maria dos Prazeres Morais de Sampaio e Melo. Casou com Antonieta de Bastos Correia, da qual teve geração. Durante o período da 1ª República foi Director do Instituto Industrial e Comercial entre 1917 e 1928; integrou a missão intelectual que acompanhou António José de Almeida ao Brasil (1922); esteve incumbido das negociações de um modus vivendi com a França (1923) e, já fora daquele período continuou a desempenhar cargos de relevo até 1938. Independente politicamente, assumiu o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros em 26 de Junho de 1920… Integrou o primeiro Corpo Directivo da revista Seara Nova, entre 15 e 16 de Outubro de 1921, tendo sido indigitado Ministro do Comércio nessa altura. Assumiu ainda a pasta das Finanças, mas por pouco tempo. Já fora do período da República, continuou a desempenhar cargos de relevo até 1938. Faleceu em Lisboa, nesse mesmo ano.
Durão, Alfredo José – Nasceu em Urros a 27 de Agosto de 1860 (Moncorvo) e era filho de Manuel António Durão e Maria Joaquina Monteiro Durão. Assentou praça em 1874, seguindo a carreira militar na arma de Artilharia. Promovido a alferes em 1883, atinge o posto de major em 1909.. Professor de Ciências no Liceu Passos Manuel, foi chefe de Repartição na Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, sendo eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte em 1911 e senador nesse mesmo ano, pelo círculo de Moncorvo.
Monteiro, Abílio Adriano Campos – Nasceu em Moncorvo a 7 de Março de 1876. Filho de José Carlos Monteiro e Maria Joaquina de Campos Monteiro. Formou-se em Medicina na Escola Médico - Cirúrgica do Porto, dedicando-se à medicina, e especialmente à literatura e ao jornalismo. Pelo seu prestígio literário, chegou a ser equiparado pelo Abade Baçal a Camilo Castelo Branco e a Guerra Junqueiro…Foi eleito deputado em 1918, pelo círculo do Porto…
Pires, Adriano Marcolino de Almeida – Nasceu a 4 de Dezembro em Moncorvo, filho de José Joaquim Pires e Conceição de Almeida Pires. Formou-se em Direito e seguiu a magistratura, tornando-se Juíz de Direito. Foi eleito deputado pelo círculo de Moncorvo, em 1918.
                               In Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910-1926), A.H. de Oliveira Marques (coord.), 2000
                                                               Conceição Salgado – Texto adaptado



terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma estorinha da Júlia

Hoje,17 de Agosto, é o aniversário da nossa querida colega Júlia Biló.Com abraços de parabéns,desejamos-lhe as maiores felicidades.Dela é o conto que se segue, para os avós lerem aos seus netinhos:

A Joana e o cão Damião e o gato Damiau
A Joana foi brincar para o parque com outras meninas e meninos da sua escolinha.
Também foram duas professoras.
Havia no parque muitos mais meninos e meninas que andavam de balouço, andavam no escorrega e também andavam a correr , a jogar às escondidas e a jogar à bola.
As professoras vigiavam para que nenhum caísse nem se magoasse.
A certa altura a Joana viu um cãozinho pequenino, com um focinhito muito lindo, mas muito triste.
A pequerrucha deixou o balouço e veio fazer uma festinha ao cachorrinho. 
Uma professora disse:
-  Cuidado, Joaninha, que o cão pode morder.
A Joana respondeu:
- Ele ainda é pequenino.
Então o cachorrito lambeu a mão da Joana e fez:
- Béu, béu !
- Que engraçado - disse a Joana para a professora – o cão disse que se chama Damião.
A professora sorriu e outros meninos e meninas vieram brincar com o Damião que voltou a fazer  :
- Béu, béu !
A Joana disse então para os amiguinhos:
-  O Damião diz que anda perdido.
- Béu, béu ! Béu, béu ! – repetiu o Damião.
- E diz que não sabe do seu amigo .
- Quem é o teu amigo? - perguntou-lhe a Joana.
- Béu, béu !
- Ele diz que é o Damiau.
- E quem é o Damiau? – perguntaram os amigos da Joana.
O cãozinho respondeu :
- Béu, béu ! Béu béu !
-  O Damião diz que o Damiau é um gatinho branco com quem ele gosta de brincar -  explicou a Joana.
Os meninos e meninas começaram a procurar pelo parque o tal gatinho branco,  enquanto iam chamando em voz alta: 
- Damiau ! Damiau !
As professoras olharam uma para a outra e abanaram a cabeça, porque acharam muito estranho que só a Joana entendesse o que o cão dizia quando fazia :  “Béu, béu” .
E então perguntaram :
- Ora diz lá, Joaninha, tu entendes mesmo o que o cão diz? 
Antes da miudita responder, o Damião voltou a fazer :
- Béu, béu ! Béu, béu !
A Joana riu e explicou:
- O Damião diz que eu o entendo, porque ele me deu um beijinho na minha mão.
E lá vai ela correr e a chamar : - Damiau ! Damiau !   seguida do Damião com o seu  -  Béu, béu ! Béu, béu !
As professoras também correram e, rindo como as crianças, chamavam pelo Damiau.
E  não é que nessa altura apareceu um gatinho pequenino, todo branquinho como um novelo de lã, com uns olhos grandes muito verdes, que correu direitinho para o Damião e, depois de um grande abraço,  rebolaram ambos na relva muito felizes .
Depois levantaram-se e o Damião fez : - Béu ! Béu! .
O Damiau fez : - Miau ! Miau!
E a Joana disse: 
- Agora vão para casa.

Então, as meninas e os meninos, as mães e os pais e avós e professoras, que estavam no parque e acharam muita graça ao Damião e ao seu amiguinho Damiau desataram a bater palmas.

Postado por Lelo Brito

sábado, 14 de agosto de 2010

Moncorvo - Jardim fins de anos 5o. grupo de amigos

Fotografias enviadas por Armando Araújo Vilela

Colégio Campoos Monteiro -1939


Em baixo, da esquerda para a direita:padre ...,dr.Pinto,dra. Lucília, dr. Ramiro, dra. Carmen , ...,
dr. Lima; em cima :dr. Simões, ..., ... ,..., dr. Rodrigues,..., dr.Leite, ... .

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MONCORVO ,ANOS CINQUENTA


Dr. Rodrigues,Ramiro ,Álvaro,...,Afonso,Zé Alfredo,Heitor,sr.Celso Rodrigues,Odete,Bebé,Fernanda,Berta, Zelda,...,Lena,Etelvina,Manel,Raquel,Nené,Lili,Abílio,...,Nando.
Foto cedida pelo Zé Alfredo

quinta-feira, 29 de julho de 2010

VIAGEM DE ESTUDO



Reconhecemos:Heitor,Bebé,Afonso Dias,Ramiro,Manuel Serapicos,Raquel, Odete,dr.Ramiro e esposa,dona Judith, Afonso Pinto, Zé Alfredo,Laila,dr.Rodrigues e filha (Celestinha), Lena Cautela...
Fotografia cedida por Ramiro Salgado

domingo, 25 de julho de 2010

Mais um livro da Júlia



« Este é um livro raro. (…)

‘Histórias de luta e de coragem’ contadas por mulheres da Marinha Grande e recontadas pela Júlia e pelo traço do Guilherme Correia; (…) contos ilustrados, tão belos e comoventes que podem parecer obra de imaginação, seguidos de um anexo documental que nos traz as fotografias, os postais, os recortes, os apontamentos, que dão cara e corpo e tempo e lugar às vidas das mulheres de que estes contos são feitos. (…) A opção formal pelo conto vem (…) sublinhar a importância central que teve o contar das mulheres na perpetuação de uma memória de luta e de resistência em quotidianos marcados pelas quebras de continuidade provocadas pelas prisões, pelas fugas ou pela passagem à clandestinidade. Durante o fascismo, (…) coube às mães, às tias, às avós, às irmãs mais velhas preservar a memória e narrar aos mais novos e às mais novas os exemplos de luta, resistência, coragem e dignidade dos seus homens e das outras mulheres. (…)

Um painel histórico, e político, e humano riquíssimo.»

Palavras de Graça Abranches, Professora da Universidade de Coimbra, sobre a primeira edição.